segunda-feira, 10 de março de 2014

Aniquilamento, Reencarnação, Purgação ou Ressurreição? O que a Bíblia diz?

O QUE ENSINA A DOUTRINA DA REENCARNAÇÃO
Usa João 3.3 tentando afirmar que o “novo nascimento” é um nascimento do ventre materno, ou seja, nascer segunda vez, nascer da carne novamente. O caso de Elias e João Batista é invocado para dizer que o último era a reencarnação do primeiro. 
O termo ressurreição é mal interpretado e utilizado para significar reencarnação, como se fossem termos sinônimos. 
A doutrina do “karma”, ou seja, da retribuição dos feitos de uma vida em outra é defendida com base em João 9.1-3. Na verdade, com estes e alguns outros poucos textos, não há base para falar do assunto biblicamente.

REFUTAÇÃO DA DOUTRINA DA REENCARNAÇÃO
1. Refutação do caso de João 3.3. O contexto mostra que o novo nascimento é o batismo (João 3.5), que nascer da carne não muda nada (João 3.6-7) e que um segundo nascimento não era cogitado nem por Nicodemos (João 3.4).
2. Refutação do caso de Elias - João Batista: Mateus 11.13,14; 17.10-13; Marcos 9.11-13; Lucas 1.13-17. Assim como Eliseu não era a reencarnação de Elias (2Reis 2.9-18) assim nem João (João 1.19-21). De fato Elias não “desencarnou”. João Batista é descrito como um profeta no estilo e no tipo do profeta Elias: a linguagem bíblica fala “no Espírito e no Poder de Elias” para dizer isto. Por outro lado, em termos individuais, João Batista era um indivíduo singular. Negou ser o próprio Elias, mas aceitou ser o “novo Elias” profetizado no Velho Testamento. Elias não poderia reencarnar, pois pela Bíblia, não morreu, mas foi trasladado e quando apareceu no monte da transfiguração de Jesus, mantinha seu nome de Elias e não o nome da “última reencarnação” - Pedro, Tiago e João conheciam pessoalmente João Batista, mas chamaram de Elias ao companheiro de Moisés que falava com Jesus.
3. Ressurreição e reencarnação são termos diferentes. Ressurreição é anastasis e dois termos usados pelos pagãos para falar do que chamaríamos de reencarnação são metempsychosis e palingenesia. O primeiro significa “transmigração das almas” e o outro “renascimento”. O primeiro não aparece no Novo Testamento. O segundo é usado com respeito ao batismo cristão (Tito 3.5) e para falar da renovação escatológica de todas as coisas por Jesus (Mateus 19.28).
4. Refutação do caso de João 9.1-3. Em primeiro lugar, a Bíblia nega a doutrina de nascer com pecado: Ezequiel 18; João 9.1-3; Marcos 10.13-16. Em segundo lugar, a ideia de nascer com pecado, no judaísmo, desenvolveu-se do pensamento que no útero materno as crianças já podiam pecar (Como o caso de Jacó e Esaú lutando no ventre materno: Gênesis 25.22-26). Isto não era devido às supostas vidas anteriores, pois o judaísmo tradicional não acatava esta doutrina. 
5. De fato a Escritura afirma que temos uma só vida (2Coríntios 5.10). O que fazemos por meio do “corpo” é a base da avaliação no Dia do Juízo. Também a Escritura afirma que teremos uma só morte (Hebreus 9.27). O termo grego hapax traduzido “uma vez” ou “uma vez por todas”, mostra que não há espaço na revelação divina para a ideia de uma segunda ou mais vidas. 
7. Para todos os homens, a Escritura afirma que haverá uma só ressurreição (João 5.28-29). O dia da ressurreição é único e envolve a todos no mesmo momento. Quando os espíritas tentam usar a palavra ressurreição para falar de reencarnação, tropeçam no fato que a ressurreição bíblica é um evento final, único e simultâneo para todos os homens, sem distinção. A ressurreição anuncia dois destinos eternos: condenação ou vida.

Fonte:
A Vida Após a Morte: um estudo da escatologia do Novo Testamento (2ª. Edição) /
Álvaro César Pestana – Campo Grande, MS – Editor: Álvaro César Pestana, 2010.

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