Quando
se fala dos mortos e de seu estado, há uma série de teorias e
doutrinas que tem ampla divulgação humana e nenhuma base na
revelação divina. Este estudo visa expor resumidamente estes
ensinos e mostrar o que a Bíblia ensina nestes assuntos.
Vamos expor um tema por dia:
O
QUE ENSINA A DOUTRINA DO ANIQUILAMENTO
Morte
como estado de “inconsciência inativa”, ou seja, os mortos
estariam sem consciência, sem existência própria. - Gênesis 3.19; Eclesiastes
3.19,20; 9.5,10; Salmos 6.5; 146.4
Morte
como dormir, sendo que para eles, dormir significa um vácuo de
existência, um nada – Daniel 12.2; João 11.11-14; 1Coríntios
15.16-18; 1Tessalonicenses 4.16
Morte
da alma, ou seja, ela cessaria de existir - Ezequiel 18.4; Atos 3.23
Aniquilamento
final - há quem pense em uma destruição final dos injustos, eles
serão ressurretos para serem aniquilados.
REFUTAÇÃO
DA DOUTRINA DO ANIQUILAMENTO
Os
mortos estão conscientes, no mundo dos mortos. Embora sua vida seja
pálida e sem a mesma descrição da vida neste mundo, há esperança
de grande conforto lá, sobretudo na revelação cristã. Compare os
textos e perceba o progresso da esperança no cristianismo: Salmos
22.26; Isaías 14.9,10; Ezequiel 32.21; Lucas 16.25; 20.38 (e
paralelos); 23.43; João 11.26; Romanos 8.38-39; 14.8,9; 2Coríntios
4.18; 5.6-8; Filipenses 1.21-23; Apocalipse 6.9-10 2. Moisés e
Elias: “um morto” e um vivo vieram falar com Jesus. Se a
existência após a morte é nada, de onde veio Moisés? Se não há
existência além deste mundo, onde estava Elias que não morreu?
Deus teria aniquilado seu servo? Mateus 17.1-8
As
trasladações de Elias e Enoque são evidências primitivas da vida
após a morte. De fato, foi Jesus quem revelou a vida e a
imortalidade (2Timóteo 1.10), mas o fato destes dois homens não
morrerem indicava que há vida além desta vida e que Deus tem algo
muito bom reservado para os seus. O que aconteceu com Enoque e Elias
é uma primeira revelação de que há vida após a vida humana na
terra.
Os mortos estão “dormindo” em relação a este mundo. Isto não significa que eles estejam em completo aniquilamento, afinal, a metáfora do sono aplica-se ao morto no sentido que, para nós, eles parecem estar dormindo um longo sono. Contudo, sabemos que quem dorme sonha, ouve, pensa e está consciente para si e não para nós. Assim, a metáfora não pode ser traduzida como “não existência” nem como “não consciência”, mas como “não envolvimento nas coisas desta vida”.
O livro de Eclesiastes que é sempre citado como apoio ao ensino do aniquilamento deve ser entendido como escrito do ponto de vista do que ocorre “debaixo do céu”, e não de toda a realidade espiritual possível. No fim do livro ele afirma que “o Espírito volta a Deus que o deu” (12.7) e afirma também que haverá julgamento do que foi feito: logo, deve haver retribuição, tanto recompensa como castigo. Assim, o livro faz observações sobre o que parece acontecer, mas ao fim afirma que o que vai acontecer deve guiar nossa vida presente.
Os mortos estão “dormindo” em relação a este mundo. Isto não significa que eles estejam em completo aniquilamento, afinal, a metáfora do sono aplica-se ao morto no sentido que, para nós, eles parecem estar dormindo um longo sono. Contudo, sabemos que quem dorme sonha, ouve, pensa e está consciente para si e não para nós. Assim, a metáfora não pode ser traduzida como “não existência” nem como “não consciência”, mas como “não envolvimento nas coisas desta vida”.
O livro de Eclesiastes que é sempre citado como apoio ao ensino do aniquilamento deve ser entendido como escrito do ponto de vista do que ocorre “debaixo do céu”, e não de toda a realidade espiritual possível. No fim do livro ele afirma que “o Espírito volta a Deus que o deu” (12.7) e afirma também que haverá julgamento do que foi feito: logo, deve haver retribuição, tanto recompensa como castigo. Assim, o livro faz observações sobre o que parece acontecer, mas ao fim afirma que o que vai acontecer deve guiar nossa vida presente.
Fonte:
A Vida Após a Morte: um estudo da escatologia do Novo Testamento (2ª. Edição) /
Álvaro César Pestana – Campo Grande, MS – Editor: Álvaro César Pestana, 2010.
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