O QUE ENSINA A DOUTRINA DO PURGATÓRIO
1. A base “bíblica” para a doutrina do purgatório é muito fraca. O texto fundamental encontra-se no livro apócrifo chamado Segundo Macabeus (2Macabeus 12.39-46). Mesmo neste texto, não se cita o nome “Purgatório”, mas apenas descreve a tentativa de “purificar os mortos de seus pecados”.
2. Purgatório seria mais uma condição do que um lugar.
3. Vários textos são apresentados como tentativas de justificar a doutrina do purgatório: Mateus 5.25-26; 1Coríntios 3.10-15; Mateus 12.31-32; Lucas 12.47,48.
REFUTAÇÃO DA DOUTRINA DO PURGATÓRIO
1. Não é possível mudar de condição, uma vez no mundo dos mortos (Lucas 16.19-31). A ressurreição leva a dois destinos e não três (ou mais) (João 5.28- 29).
2. O sangue de Jesus é que purifica o pecado e não o sofrimento humano: 1João 1.5-7; Hebreus 10.14, 17; João 14.6; 1Timóteo 2.5; 1Pedro 1.19; 2.21,24; 3.18. Se os sofrimentos após a morte purificam pecados, então Cristo não é o único nome pelo qual importa que sejamos salvos (Atos 4.12).
3. Macabeus é apócrifo (Esta obra, além de não apresentar provas internas e externas de ser inspirada por Deus, nunca fez parte da Bíblia Hebraica que Jesus aprovou e usou). Não pode ser usado para estabelecer uma doutrina controvertida uma vez que ele mesmo não está livre de controvérsia.
4. O pecado pelo qual o texto de 2Macabeus ali manda orar e sacrificar para obter perdão é, segundo a doutrina romana, o “pecado mortal” da idolatria do qual não se pode livrar por pena de purgatório.
5. Nenhum texto citado fala de purgatório: Mateus 5.25-26 é parábola sobre fazer o que é certo antes do juízo; 1Coríntios 3.10-15 fala da obra evangelística que se perde e não de um obreiro que porventura venha a se perder; Mateus 12.31-32 não supõe que haveriam pecados perdoados no porvir; o provérbio de Lucas 12.47,48 fala de responsabilidade dos que conhecem e não de salvação para os ignorantes. Sobre os ignorantes veja 2Tessalonicenses 1.8-9.
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